A construção do Canal da Nicarágua deverá iniciar-se ainda este ano e demorar cerca de dez anos. Mas antes, já em 2020, os primeiros navios poderão navegar por ele, ainda que com limitações.

O governo da Nicarágua e o empresário chinês Wang Jing confirmaram para o final do ano o arranque das obras de construção do canal que há-de cruzar o país e ligar o Atlântico e o Pacífico.

O empreendimento, com um custo global estimado em 40 mil milhões de dólares (quase quatro vezes o PIB da Nicarágua), compreenderá não apenas o canal propriamente dito mas também dois portos de águas profundas (um em cada extremo), dois aeroportos, duas zonas francas, uma estrada e um oleoduto.

O investimento será suportado por uma sociedade liderada por Wang Jing e com sede em Hong Kong, contra uma concessão por um prazo de 50+50 anos.

A concretizar-se, o novo canal poderá ser um concorrente de peso ao Canal do Panamá, mesmo depois da expansão deste. O Canal da Nicarágua, com uma extensão de 286 quilómetros e 20 metros de largura, deverá dispor de fundos de -22 metros. Maior, melhor que o Canal do Panamá ou o Canal Suez.

Os planos dos promotores apontam para um prazo de construção de dez anos, mas assumem também que a meio desse período, cerca de 2020, será já possível a utilização do canal, ainda que com algumas restrições.

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