Com a greve em Lisboa a dar um ajuda preciosa, o movimento de contentores em Leixões disparou 18,3% em Abril, de acordo com os dados divulgados pela concessionária do terminal de contentores (TCL).

Leixões - TCL

A greve dos estivadores do porto de Lisboa só arrancou a 20 de Abril, mas tendo sido anunciada com a antecedência devida os seus efeitos começaram também a sentir-se mais cedo, com armadores e carregadores a divergirem prontamente navios e cargas para outras águas.

Em Leixões, já se sabe, a avalanche de comboios e camiões obrigou mesmo à implementação de medidas de contingência, com limites à aceitação dos contentores para embarque (assim se procurando evitar as situações de quase ruptura vividas há cerca de três anos).

Com Lisboa parado e Leixões a trabalhar “a todo o vapor”, o porto nortenho e o TCL chegaram ao final de Abril com um movimento acumulado de 213 150 TEU, que supera em 7,1% o conseguido nos primeiros quatro meses de 2015.

E apesar da imposição dos serviços mínimos pela ministra do Mar, a transferência de cargas mantém-se, a avaliar pelos dados de Leixões na primeira semana de Maio. Entre 2 e 8 do mês, o TCL processou 15 890 TEU, tendo movimentado mais de 3 000 numa única escala e perto de 3 200 num dia apenas. Números praticamente impensáveis até há pouco tempo.

 

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