O movimento de contentores nos principais portos do Continente recuou 2,4% em Janeiro, para cerca de 184 mil TEU, anunciou a Autoridade da Mobilidade e Transportes (AMT).

TCL

Lisboa foi, de muito longe, o porto mais castigado, tendo perdido 27,3%, ou cerca de dez mil TEU, relativamente ao período homólogo do ano passado. Ficou-se agora pelos 29 mil TEU. Explicações para o sucedido: algum abrandamento da actividade mas, sobretudo, a saída de linhas e serviços motivada pelas greves do final do ano passado.

Sines também recuou, face a Janeiro de 2015, mas apenas 1,8% e para os 100 mil TEU. Ou seja, 51% do total movimentado no Continente.

Ao invés, e a evitarem perdas maiores, Leixões e Setúbal tiveram os seus melhores Janeiros de sempre. O porto nortenho avançou 13,4% e superou os 54 mil TEU. O porto da foz do Sado disparou 24,9% e chegou aos 11,9 mil TEU. No primeiro caso, descontado o efeito recessivo de Angola, valeu o aumento de trocas com mercados como Espanha ou Reino Unido. No segundo, nota-se o impacte das novas linhas e do reforço de outras.

Os resultados preliminares divulgados pela AMT não referem o porto da Figueira da Foz, ainda assim com reduzida expressão no contexto nacional.

Contas feitas, no final de Janeiro Sines concentrava 51% dos TEU movimentados no Continente, Leixões valia 27,6%, Lisboa 14,8% e Setúbal 6,1%.

 

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