O movimento de contentores nos portos do Continente totalizou 830 624 TEU nos primeiros quatro meses do ano, com Sines a garantir 52,4% do total.

TCL

Comparando com o primeiro quadrimestre de 2015, os números agora divulgados pela AMT representam um crescimento global de 1,9%. No caso de Sines, a subida homóloga é agora de 6,7%.

O porto alentejano movimentou até ao final de Abril 435 521 TEU. A AMT destaca, porém, o facto de os movimentos de transhipment representarem cerca de 79% daquele total, contra 6,9% em Leixões e perto de 8% em Lisboa.

Setúbal foi o porto que mais cresceu no negócio dos contentores, em termos percentuais, entre Janeiro e Abril. O salto foi de 38,3%, para um total de 50 709 TEU. Ali (quase) ao lado, mas nos antípodas em termos de resultados, Lisboa afundou 25,3% e quedou-se nos 120 907 TEU. Em Leixões, o TCL movimentou 216 513 TEU (mais 7,4%).

O porto nortenho, mas  também Setúbal e Sines, em menor escala, beneficiaram do descalabro da actividade em Lisboa, por força da greve dos estivadores.

Pela Figueira da Foz passaram até Abril 6 834 TEU (mais 4,3% em termos homólogos).

Abril no vermelho

Em Abril, a movimentação de contentores caiu 3,6%, ficando-se pelos 223 744 TEU. Por causa de Lisboa, que caiu 46,3% para 22 526 TEU. Mas também por causa de Sines, com o Terminal XXI a ceder 2,5% para 125 665 TEU (56,2% do total).

Valeram os ganhos de Setúbal (45,7% para 14 622 TEU) e de Leixões (18,5% para 58 412 TEU), mais a ajuda da Figueira da Foz (2 516 TEU, mais 34,3%) para limitar as perdas.

Resta saber se a quebra global foi uma pausa no crescimento ou antes o início de uma inversão da tendência.

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