O movimento de contentores na Europa deverá crescer este ano 6%, com os portos do Mediterrâneo a crescerem mais do dobro dos do Norte da Europa, prevê o Institute of Shipping Economics and Logistics (ISL).

APM - Roterdão - Maasvlakte II

À importação, os movimentos de contentores cheios deverão crescer 5,9% e atingir 24,4 milhões de TEU. O Norte da Europa processará 15,4 milhões de TEU (um aumento de 3,7%) e o Mediterrâneo-Mar Negro  uns nove milhões de TEU (mais 10%).

À exportação, o cenário deverá repetir-se: 0s portos do Norte da Europa ganharão 4,2% e atingirão os 12,8 milhões de TEU, ao passo que os do Sul do Velho Continente avançarão 11,4% para 7,8 milhões de TEU. No total, os contentores cheios de importação aumentarão 6,8%.

As perspectivas optimistas são alimentadas pelas previsões positivas sobre a evolução das principais A economias europeias. O FMI prevê crescimentos do PIB de 1,7% no Reino Unido, 1,8% na Alemanha, 1,5% em França, 1,3% em Itália e 3,1% em Espanha, refere o estudo.

A análise do ISL (e da Hackett Associates) acompanha em particular seis portos do Norte da Europa: Le Havre, Zeebrugge, Antuérpia, Roterdão, Bremen/Bremerhaven e Hamburgo. Para esses, as previsões são de um crescimento de 6% nas importações de “cheios” (17,3 milhões de TEU) e de 5,1% nas exportações (18,3 milhões de TEU).

O movimento total de contentores naqueles portos deverá crescer 4% à importação e 3,3% à exportação, para 21,3 milhões de TEU e 21,1 milhões, respectivamente.

O porto de Roterdão, o maior da Europa, deverá ser um dos mais beneficiados com este aumento esperado de tráfego, dado o seu papel de hub para as três alianças do sector (com a excepção da MSC que tem o seu principal centro em Antuérpia), prevê ainda o ISL.

 

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