O contrato para a construção da linha ferroviária entre Évora e Elvas será assinado “nos próximos dias”, garantiu «o ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques.

“Daqui a dias, literalmente, vamos contratar a maior obra ferroviária dos últimos 100 anos […] é a ligação entre Évora e Elvas, que permite a ligação dos portos do Sul a Espanha. São 100 quilómetros de ferrovia nova, num
investimento que ultrapassará globalmente, de certeza, os 400 milhões de euros e vai ser contratada nos próximos dias”, frisou.

O concurso para a ligação ferroviária entre Évora e a fronteira, numa extensão de quase 100 quilómetros, foi lançado a 5 de Março de 2018, em Elvas, numa cerimónia que contou com as presenças dos primeiros-ministros de Portugal e de Espanha.

Segundo o calendário previsto, a obra de construção da nova linha deverá iniciar-se até Março próximo e a conclusão está programada para o primeiro trimestre de 2022.

De acordo com os dados do Executivo comunitário, a modernização do troço Évora-Caia, com um custo estimado de 388 milhões de euros, receberá uma comparticipação da União Europeia de 56% (184 milhões de euros).

Atrasos no Ferrovia 2020 são culpa alheia

Na conferência de imprensa no final da reunião semanal do Conselho de Ministros, o ministro respondeu a questões sobre a execução do Plano Ferrovia 2020.

“Estamos absolutamente empenhados na Ferrovia 2020. Não nos faltam os meios financeiros, pomos os fundos comunitários ao serviço da ferrovia. A meio do programa ter 40% do investimento previsto em processo de obra, em obra, ou concluído parece-me uma execução dentro de tudo o que é expectável num processo desta complexidade”, afirmou.

O governante reagia a um artigo publicado pelo “Público”, no qual o diário descreveu que, “dos 20 projectos apresentados em 2016 para realizar até 2020, há oito que já deveriam estar concluídos, mas dois nem sequer começaram” e só seis estão em obra.

“Dos restantes 12, há 11 que já deveriam estar em obras, mas nenhum começou e todos estão com anos de atraso”, acrescentou o jornal.

Pedro Marques admitiu que planeou “concluir uma determinada obra em determinado momento” e ainda não a concluiu porque quando chegou ao Ministério “esperava ter lá projectos para lançar aqueles concursos de obra e não estavam”.

“Foi preciso fazer o trabalho todo. […] Os primeiros dois anos de execução do Ferrovia 2020 foram, de facto, de contratação e execução de projectos. Os anos seguintes, a partir de 2018, em 2019, 2020 e 2021, são anos de obra intensa”, sublinhou.

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