A Coreia do Sul anunciou um resgate de 2,9 biliões de wons sul-coreanos (2,4 mil milhões de euros) ao estaleiro Daewoo Shipbuilding & Marine Engineering (DSME). Este resgate surge menos de dois anos do resgate de 4,2 biliões de wons sul-coreanos (3,47 mil milhões de euros) concedido ao estaleiro em Outubro de 2015.

Estaleiros - DSME

“Apesar dos esforços da companhia, as reduzidas encomendas que afectam o sector, os baixos preços do petróleo e o atraso na entrega de navios de perfuração resultaram em riscos de liquidez”, afirmou Lee Dong-Geol, CEO do Korea Development Bank. Este banco e o Export-Import Bank são os dois maiores credores do estaleiro.

O regulador financeiro da Coreia do Sul e os principais credores disseram que a decisão de resgate tem como motivação os 59 bilões de wons sul-coreanos (48,7 mil milhões de euros) que custariam à economia do país a falência da DSME.

O estaleiro tem até 21 de Abril para refinanciar ou pagar 400 mil milhões de wons sul-coreanos (330,6 milhões de euros), a que se juntam outros 500 mil milhões de wons sul-coreanos (413,3 milhões de euros) este ano e 550 mil milhões de wons sul-coreanos (454,6 milhões de euros) em 2018.

O regulador financeiro e os principais bancos credores disseram que a liquidez adicional será fornecida somente se todas as partes interessadas, incluindo credores privados, obrigacionistas e sindicatos, concordarem com o plano de reestruturação de dívida da DSME.

O programa do resgate requer que os credores troquem dívida por participações na companhia, no já referido valor total de 2,9 biliões de wons sul-coreanos, e adiem o vencimento das obrigações para até cinco anos como condição prévia para a injecção de novos fundos.

O novo auxílio também exige que o sindicato mantenha o princípio de não-greve e um corte na força de trabalho em 10% e dos salários em 20%.

 

 

 

Comments are closed.