A Coreia do Sul vai colocar em marcha um plano de reestruturação de médio prazo para o sector marítimo e de construção naval do país. Seul quer que sejam encomendados 200 novos navios nos próximos três anos. A HMM será uma das beneficiárias.

O plano do Ministério de Oceanos e Pesca da Coreia do Sul é construir 140 navios graneleiros e 60 porta-contentores, incluindo uma série de embarcações com 20 mil TEU. Para o efeito, o governo sul-coreano vai criar, em Julho, uma agência para apoiar as encomendas sob as formas de financiamento ou fornecimento de garantias.

“Após a falência da Hanjin Shipping, as vendas dos estaleiros da Coreia do Sul caíram mais de dez triliões de wons sul-coreanos (7,6 biliões de euros) e os volumes das companhias de transporte marítimo de contentores foram cortados pela metade”, justificou o ministro dos Oceanos, Kim Young-choon, citado pela comunicação social do país.

“Preparamos um conjunto de medidas abrangentes para apoiar as indústrias de transporte marítimo e de construção naval, que enfrentam uma crise prolongada, concorrência intensa e regulamentações ambientais”, acrescentou.

HMM pode triplicar frota

Neste contexto, a Hyundai Merchant Marine (HMM), a principal companhia do país depois do fim da Hanjin, deverá ser uma das principais beneficiárias do programa agora anunciado.

Actualmente, a operadora ocupa o 12.º lugar no ranking da Alphaliner, com uma capacidade de 341 mil TEU e uma frota de 64 navios. Na carteira de encomendas conta apenas dois navios de 11 000 TEU cada.

De acordo com Seul, a HMM  poderá ter uma frota com uma capacidade de um milhão de TEU em 2020, cerca do triplo da actual. Notícias vindas a público nos últimos dias apontam para que a HMM esteja a preparar uma grande encomenda de porta-contentores para as próximas semanas, composta por doze navios de 22 mil TEU e oito de 13 mil TEU.

As novas encomendas da Coreia do Sul provavelmente terão impacto no mercado do transporte marítimo de contentores, em particular dos países vizinhos, onde o equilíbrio entre oferta e a procura continua difícil.

 

 

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