A bitola europeia não é uma prioridade de Espanha para o Corredor Atlântico. Limitar-se-á à ligação a França, a partir de Vitória, pelo Y basco.

Espanha propõe-se investir 16,9 mil milhões de euros até 2025 na conclusão do Corredor Atlântico numa versão alargada a Norte e a Sul. No final, o investimento terá sido de 41 mil milhões.

O Governo de Espanha apresentou o “novo” Corredor Atlântico, projecto ferroviário que integrará a Galiza, as Astúrias, Castela e Leão, Extremadura, Andaluzia, País Basco, Castela-Mancha, Madrid e Cantábria.

O investimento previsto até 2025, altura em que a estrutura estará finalizada, é de 41 mil milhões de euros. Desses, disse o ministro do Fomento espanhol, José Luis Ábalos, à imprensa, cerca de 24,6 mil milhões já estão executados, faltando 16,9 mil milhões de euros: 13,9 mil milhões em construção nova e três mil milhões em renovações.

A integração da zona Noroeste de Espanha, a principal novidade do novo desenho do Corredor Atlântico, implicará um investimento de 3,6 mil milhões de euros.

No que toca às ligações a Portugal, prevê-se a electrificação da ligação à Linha do Minho, em Tui, e bem assim do troço Salamanca-Fuentes de Oñoro, na ligação a Vilar Formoso. A Sul, na Extremadura, a ênfase é colocada na ligação de Mérida a Puertollano.

As prioridades do governo de Madrid para o Corredor Atlântico têm como principal objectivo o aumento da capacidade de transporte de mercadorias. Prevê-se a electrificação dos traçados, a implementação do ERTMS, a duplicação de vias, o aumento de velocidades para um mínimo de 100 km/hora,  comboios de até 750 metros e carga por eixo de 22,5 toneladas.

A migração da bitola ibérica para a bitola UIC não é uma prioridade, mas apenas um objectivo para o médio/longo prazo, afirma o Ministério de Fomento. Numa primeira fase, prevê-se apenas para o Y basco, na ligação de Vitória à fronteira francesa.

De resto, o alastrar da bitola europeia à rede ferroviária espanhola far-se-á, é assumido, a partir dos Pirinéus. O que deixa perceber que tardará ainda mais a chegar à fronteira portuguesa.

Com a integração do Noroeste espanhol no Corredor Atlântico, o Norte de Portugal disporá de um corredor alternativo para aceder à Europa.

Curiosamente, o mapa apresentado no lançamento do “novo” Corredor Atlântico espanhol inclui a Linha do Douro, mas sem continuação do lado espanhol, com Valladolid ali tão perto…

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