O presidente dos Correios espanhóis reafirmou que a estratégia de crescimento da empresa passa por aquisições no exterior, e desde logo em Portugal.

Javier Cuesta precisou que o interesse no mercado português se centra no negócio das encomendas, e não na actividade postal, uma vez que ao nível logístico o mercado da Península Ibérica já está unificado. A compra de uma empresa é, pois, um ponto assente. Javier Cuesta adiantou mesmo já ter várias oportunidades identificadas mas ainda não haver qualquer negócio fechado.

Na prática, os Correos espanhóis estão apostados em replicar aquilo que os CTT fizeram no país vizinho com a compra da Tourline Express e a sua posterior (já consumada) integração com a CTT Expresso.

Os Correios espanhóis chegaram a posicionar-se como candidatos à privatização dos homólogos portugueses, quando ainda se perspectivava a venda da companhia em bloco.

Além de Portugal, os Correos do país vizinho admitem fazer compras pontuais em França e em Itália.

No ano findo, os Correios espanhóis cresceram 20% no negócio das encomendas. Para este ano projectam manter o ritmo.

A empresa pública espanhola lançou no início de 2013 um programa de expansão denominado “Plan de Acción 100-300-1 500” (numa alusão aos prazos de 100, 300 e 1 500 dias previstos para a implementação das medidas).

Além das aquisições, o plano contempla investimentos de mais de uma centena de milhões de euros em tecnologia.

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