Os transitários aplaudem os esforços do Governo para mitigar os efeitos da Covid-19, mas sustentam que ainda faltam medidas e alguns esclarecimentos.

O layoff simplificado e as suas constantes evoluções, as rendas, os apoios financeiros, a criação dos “Green Corridors” para mercadorias nas fronteiras terrestres, a facilitação da transmissão de documentos de exportação, como o Euro 1 ou T2L, são algumas medidas anunciadas pelo Governo que são elogiadas e consideradas positivas pela associação dos transitários.

“Fizemos chegar ao Governo algumas preocupações do sector que teriam repercussões na vida dos Portugueses” e “reconhecemos o enorme esforço que o Governo fez e congratulamo-nos porque percebemos que o Governo acolheu a adopção de algumas dessas preocupações. Não somos presunçosos ao ponto de pensar que foi apenas por nós, mas queremos acreditar que contribuímos de forma muito positiva para que tal acontecesse”, assinala, em comunicado, o presidente executivo da APAT.

Mas é preciso mais. Faltam medidas como  “a clarificação das linhas de crédito para as empresas transitárias e o pagamento dos direitos junto da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT); injecção direta de capital nas empresas; articulação conjunta para conseguir fazer chegar a Portugal o equipamento médico proveniente de outros países, abrindo, para isso, ligações aéreas em cargueiros ou aviões de passageiros exclusivamente com carga”, refere o comunicado.

A APAT assinala que ainda não foi emitida qualquer regulamentação específica com a determinação das condições em que o sector poderá operar (como resulta do Decreto n.º 2-A/2020), nomeadamente: “definição de medidas de rastreio e organização dos terminais dos aeroportos internacionais; estabelecimento dos concretos termos e condições em que deve ocorrer o transporte de mercadorias em todo o território nacional”.

No comunicado, a APAT, que representa 260 empresas, que contribuem com 1% para o PIB nacional, insiste na relevância da actividade para o país actualmente, “já que é a partir da qual que é possível que os países tenham acesso ao abastecimento de bens alimentares, bens de primeira necessidade, medicamentos, entre muitos outros produtos”.

 

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