Animada pelos resultados dos três primeiros trimestres, a CP Carga prevê fechar 2015 com um EBITDA positivo, antecipando em um ano o cenário colocado pelo Banco BIG na análise que fez para o Governo no âmbito do processo de privatização.

CP Carga

No final de Setembro, a CP Carga acumulava um crescimento de 6,4% no volume de cargas transportadas, com 7,5 milhões de toneladas, e um melhoria de 9,1% no volume de negócios, que chegou aos 53,5 milhões de euros.

Na mesma linha, o EBITDA melhorou 90%, permanecendo negativo mas apenas em 410 mil euros, e o resultado líquido melhorou 42% para 7,l5 milhões de euros negativos.

Para a melhoria dos resultados foi determinante, além da contenção dos custos, o aumento da actividade, com mais cargas transportadas, mas sobretudo cargas mais valiosas (com os contentores a destacarem-se entre o carvão, os combustíveis, os minérios, a madeira, os produtos químicos, os produtos siderúrgicos e a pasta de papel.

Para o final do ano, a CP Carga antecipa agora atingir os 9,9 milhões de toneladas transportadas e, o que é ainda mais importante, um EBITDA positivo.

No ano passado, a operadora pública registou um prejuízo de 15 milhões de euros, ou um lucro de cinco milhões de euros depois de considerado o encaixe da venda dos terminais à Refer.

A CP Carga está em processo de privatização. O contrato de compra e venda entre o Estado e a MSC Rail já foi assinado, faltando agora que o Tribunal de Contas e a Autoridade da Concorrência validem a operação.

A MSC é a principal cliente da CP Carga no transporte de contentores e, tal como Carlos Vasconcelos avançou no recente Seminário de Transporte Ferroviário do TRANSPORTES & NEGÓCIOS, a estratégia para colocar a operadora ferroviária na liderança ibérica passa em boa medida pela captação dos tráfegos de contentores do armador helvético no país vizinho.

 

 

 

 

 

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