A CP Carga acumulou no ano passado um resultado líquido negativo de 30,4 milhões de euros.

De acordo com as Contas da CP, que ainda não foram validadas pela tutela (de resto, tal como as de 2010, é dito no site da empresa), no ano passado a CP Carga transportou 9,14 milhões de toneladas (uma quebra homóloga de 0,9%). Medida em toneladas-km, a produção da empresa cresceu 0,3% para lá dos dois mil milhões.

O volume de negócios decaiu 1,9% para os 57,8 milhões de euros. Mas a gestão atribuiu às greves uma perda de receita da ordem dos 4,7 milhões de euros.

A redução de 8% nos gastos operacionais (mormente com a saída de 81 trabalhadores e a optimização do uso da tracção eléctrica) permitiu melhorar os indicadores financeiros, sublinha a empresa. O EBIT melhorou 22%, o EBITDA 25% e o resultado líquido 16%. Ainda assim, os resultados operacionais foram negativos em 26,9 milhões de euros e os resultados líquidos mantiveram-se no vermelho, na casa dos 30,4 milhões de euros.

A CP Carga reclama agora quotas de mercado de 97% nos tráfegos internos e de 85% nos tráfegos transfronteiriços, tendo aumentado em 10% o tráfego de contentores, em 37% o tráfego de carvão e em 17% o tráfego de automóveis, é dito no Relatório e Contas.

No ano findo, o tráfego ferro-portuário aumentou 14% e passou a representar 54% do negócio da CP Carga. A companhia reclama 100% desse segmento de mercado.

A privatização da CP Carga, prevista para este ano, foi adiada para 2013.

 

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