São quatro os candidatos à privatização da CP Carga. Já a EMEF atraiu dois interessados. O prazo para a apresentação das propostas terminou hoje.

CP Carga

Não houve surpresas. Ou quase. Todos os candidatos à CP Carga eram há muito falados. Entre elas avulta, pela sua visibilidade no sector, a MSC, há muito assumida candidata à privatização da empresa (chegou a negociá-la com o Governo). Concorre através da MSC Rail, operador ferroviário sem meios próprios mas que gere os comboios do armador entre Sines e os terminais da Bobadela e do Entroncamento, e um dos principais clientes da operadora pública no mercado de transporte de contentores de/para os portos.

Na corrida está também a Cofihold, holding do grupo Cofina, que detém activos como a Altri, outro dos potenciais interessados há muito falado, também ela um importante cliente da CP Carga na fileira florestal.

Completam o leque de candidatos a ficar com a subsidiária da CP as capitais de risco Athena Capital e Springwater.

No caso da EMEF, apenas a Alstom e a Bavaria apresentaram propostas. A Alstom era tida como uma candidata natural, dadas as suas longas relações com a CP na área da manutenção (por causa dos Alfa pendulares mas não só). Já a Bavaria surge como uma outsider, assumindo-se como especialista no turnaround de empresas.

Surpreendente, ou talvez não, é a ausência da Siemens e da Bombardier, dois históricos players no mercado ferroviário nacional, ambos com ligações estreitas à EMEF.

A partir daqui, a administração da CP terá de avaliar as propostas, após competirá ao Governo decidir.

Também aqui o Executivo tem pressa, propondo-se resolver a questão antes de “ir a banhos”, isto é, ainda durante o mês de Julho.

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