A CP Carga, que o Governo pretende privatizar ainda este ano, terá acumulado prejuízos de 80,6 milhões de euros nos quase três anos que leva de vida (foi fundada em Agosto de 2009).

No ano passado, a operadora ferroviária terá registado um prejuízo de 30 milhões de euros, segundo avança o “Público”. Comparativamente com os 36,2 milhões de euros de perdas registados em 2010, a melhoria é de 17%. Mas fica-se longe dos 30% previstos pela empresa, quando divulgou os números do primeiro semestre.

Ainda de acordo com o “Público”, o volume de negócios da CP Carga ter-se-á mantido estável, na casa dos 58-59 milhões de euros. Um resultado positivo, considerando a conjuntura e ainda os prejuízos decorrentes das sucessivas greves. Só no primeiro semestre, a empresa disse ter perdido receitas de 3,8 milhões de euros.

A aposta nos serviços aos portos, com particular destaque para a actividade em Sines, é uma das explicações avançadas para a manutenção do volume de negócios.

A actividade internacional continua ainda com reduzida expressão e confinada à Península Ibérica. A “excepção” é, desde há pouco, o comboio semanal que opera para a Schenker Transitários, com destino à Alemanha.

A CP Carga opera com 56 locomotivas (algumas, eléctricas, ainda bem recentes) e cerca de 3 000 vagões, entre os quais 400 podem circular além-Pirinéus.

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