No seu melhor ano de sempre, a CP Carga acumulou mais 15,3 milhões de euros de prejuízos. Com a transferência dos terminais para a Refer, a empresa pública até atingiu lucros de 5,3 milhões de euros.

Os resultados hoje divulgados confirmam, no geral, os avançados em Novembro do ano passado. Os volumes transportados cresceram 11,4% para os 9,2 milhões de toneladas, enquanto as receitas avançaram 12% para cima dos 60 milhões de euros.

O transporte combinado cresceu 30%, o de produtos siderúrgicos 32% e o de cimento (maioritariamente exportações) 16%.

O tráfego internacional (entenda-se, ibérico) cresceu 26% em toneladas, para cerca das 900 mil toneladas, e 17% em receita, para a casa dos 8,5 milhões de euros. O crescimento acumulado nos últimos três anos é de 83% em valor e de 90% em receita. Também aqui, dominam os produtos siderúrgicos e os contentores.

A propósito de contentores, mas não só, o movimento de cargas de/para os portos nacionais pela CP Carga cresceu 21%, representando já 67% da actividade da operadora pública.

Também os principais indicadores financeiros registaram melhorias, em 2014, face a 2013. Mas permaneceram no vermelho. O EBITDA foi de -3,6 milhões de euros (-11,3 milhões em 2013), o EBIT atingiu os -8 milhões (-15,5 milhões) e o resultado líquido foi de -15,3 milhões de euros (-23 milhões).

Considerando o valor atribuído aos terminais de mercadorias transferido no final do ano passado, da CP Carga para a Refer, a companhia atingiu até um resultado líquido positivo de 5,3 milhões de euros

A Tejo Energia e a MSC Rail foram no ano passado os principais clientes da CP Carga, em receita e em volume, respectivamente.

A CP Carga está para ser privatizada há quatro anos, mas a liquidação da empresa pública é também uma hipótese ainda não descartada.

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