A CP Carga deverá atingir EBITDA positivos em 2016 e 2017 e chegar aos lucros em 2018, prevê o Banco BIG na análise feita para o Governo no âmbito do processo de privatização.

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A melhoria dos resultados da CP Carga será conseguida essencialmente à custa da reorganização da oferta e, logo, da estrutura interna da empresa, da contenção de custos e da maximização de receitas. A análise do BIG não assume, por exemplo, melhorias significativas na captação de novos tráfegos/clientes, em Portugal ou na Península Ibérica.

De fora das projecções ficam também, claro, todos os inputs que necessariamente os novos accionistas da empresa trarão para a gestão do negócio.

O que o Banco BIG prevê, então, é o abandono de tráfegos comercialmente não atractivos. O que significará o fim dos serviços de transporte ferroviário de mercadorias actualmente realizados pela operadora pública nas linhas do Minho, do Douro e do Algarve.

Em consequência, é antecipado, a empresa poderá dispensar 16 locomotivas e cerca de 55 trabalhadores (ou 10% do quadro de pessoal actual).

Além do abandono das operações deficitárias, o documento apresentado pelo BIG sugere também que a CP Carga passe a cobrar por serviços que actualmente realiza à borla. Será o caso das manobras no interior dos portos (trabalhosas e dispendiosas até por deficiências dos terminais), que poderão render 1,2 milhões de euros de receitas já em 2016.

O Banco BIG estima que a CP atingirá em 2016 um EBITDA positivo de 7,7 milhões de euros, que subirão para 9,9 milhões em 2017. Os resultados líquidos positivos chegarão em 2018 e serão de 252 mil euros, acrescenta.

No ano passado a CP Carga registou prejuízos de 15 milhões de euros (ou um lucro de cinco milhões com o encaixe extraordinário da transferência dos terminais para a Refer). Este ano as perdas deverão ser da mesma grandeza.

 

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