Os trabalhadores da CP Carga terão de assegurar a realização de dez comboios de mercadorias na próxima quinta-feira, apesar da greve convocada.

Assim o decidiu, por maioria, o tribunal arbitral do Conselho Económico e Social, instado a pronunciar-se sobre a prestação de serviços mínimos na transportadora pública, no dia de greve dos trabalhadores do sector.

Em causa estão, sobretudo, composições que iniciarão a sua marcha na quarta-feira, ainda antes do início da paralisação dos trabalhadores, mas que só chegarão ao destino em pleno dia de greve.

Segundo o tribunal, as composições terão de ser “conduzidas ao seu destino e estacionadas em condições de segurança”. A decisão foi tomada com os votos do juiz presidente, Jorge Bacelar Gouveia, e do representante da CP Carga. Já o representante dos trabalhadores sustentou na sua declaração de voto que “Muito embora perceba o interesse nacional associado à prestação dos serviços requeridos pela CP Carga, não acompanho o entendimento de que o facto de não serem prestados durante o período de greve possa comprometer a satisfação das necessidades sociais impreteríveis”.

Os transportes a realizar incluem combustíveis, amoníacos e outras matérias perigosas.

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