A CP Carga quer vender 136 vagões e 304 rodados para reduzir custos e fazer receitas. A sucata será o destino mais óbvio, mas no ano passado 25 balastreiros foram reconvertidos na EMEF e vendidos à Mota-Engil para o Malawi.

O concurso agora lançado engloba a venda de 46 balastreiros, 40 vagões cobertos com portas, 37 tremonhas para cereais e 13 vagões cisternas, além dos 304 rodados. Material em fim de vida útil e cuja manutenção na empresa representa um custo.

O preço-base para a venda situa-se entre os 458 mil euros, no caso de todos os lotes serem adquiridos para desmantelamento ou para operação fora do espaço ibérico, e os 1,2 milhões de euros, no caso de serem utilizados em serviços ferroviários em Portugal e/ou Espanha.

A venda para sucata é o cenário mais provável. Ainda no final do ano passado, a CP Carga alienou 55 vagões (dos 144 que foram a concurso) à Reciclagem de Sucata Abrantina, por 262,1 mil euros.

Mas nem sempre é assim. Também no ano passado, no Verão, foi notícia o negócio de um milhão de euros entre a EMEF e a Mota-Engil, envolvendo o fornecimento de vagões para transporte de balastro para as obras ferroviárias da construtora no Malawi. A EMEF comprou à CP Carga 25 vagões desafectados do serviço, recuperou-os, adaptou-os à bitola métrica e entregou-os à Mota-Engil.

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