Sete milhões de euros é quanto a CP se propõe poupar com o fim dos serviços na Linha de Leixões e no Ramal de Cáceres, hoje concretizado.

A transportadora justifica a decisão com os baixíssimos índices de utilização daqueles serviços, podendo-se contar pelos dedos das mãos os passageiros na maioria das circulações até aqui efectuadas.

No caso do Ramal de Cáceres, é o fim de um serviço iniciado ainda na década de 80 do século XIX. A história da Linha de Leixões é bem mais recente, e mais ainda nesta sua última vida, iniciada no consulado de Ana Paula Vitorino na Secretaria de Estado dos Transportes.

O projecto de reactivação da linha foi apresentado com pompa e circunstância, mas não chegou a ser integralmente concretizado. Nomeadamente, faltou a ligação a Matosinhos (estava previsto um interface com o termo da linha do Metro, junto ao Porto de Leixões), faltou o interface com a linha do Metro na zona do Hospital de S. João, no Porto, e faltaram algumas estações mais ao longo do percurso.

As projecções apresentadas aquando do lançamento do projecto da Linha de Leixões apontavam para uma utilização anual de 2,9 milhões de passageiros.

Com fim anunciado estava também a ligação Setil – Coruche, mas pelo menos até Setembro os comboios continuarão a circular. Também aqui o problema é a falta de passageiros e, logo, o défice operacional, que as autarquias beneficiadas se comprometeram a suportar parcialmente, tendo acumulado uma dívida de 280 mil euros à CP.

Uma reunião entre as partes permitiu manter, pelo menos para já, a operação, com o compromisso das câmaras pagarem o que devem e de ser reequacionado o nível do serviço prestado.

Com o fim destes e de outros serviços a CP poupará alguns milhões. Mas parte dessa verba era recebida pela Refer (pela utilização da infra-estrutura), que assim vê reduzidas as suas receitas.

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