A CP vai manter a ligação entre Porto e Vigo depois de 31 de Janeiro, enquanto continua a negociar o futuro do serviço com a Renfe, anunciou à “Lusa” fonte da empresa.

Em Setembro, a transportadora ferroviária portuguesa anunciou que continuaria a assegurar a ligação entre Porto e Vigo, na Galiza, “pelo menos” até 31 de Janeiro de 2012, após um anúncio anterior de reduzir a ligação até Tui e Valença.

Agora, a CP assume que “prosseguem as conversações entre a Renfe e a CP, para estudar soluções de futuro relativamente a esta ligação”.

Ainda este mês o alcaide de Tui, Galiza, disse à “Lusa” acreditar que a ligação ferroviária vai manter-se no futuro. “Admito que se tem de cortar custos, mas acredito que este é um custo que se deve assumir. Sobretudo por parte da Renfe, porque a parte espanhola neste caso é que está a falhar. Portugal fez um esforço importante”, afirmou Moisés Rodriguez.

A estação de Tui, do outro lado da ponte internacional de Valença, é servida apenas pelas duas ligações diárias, em cada sentido, do comboio da CP que viaja entre Porto e Vigo.

“Estamos a pressionar a Renfe, o Ministério do Fomento e o Governo de Espanha para que assumam a parte [dos custos com o serviço] respectiva”, sublinhou ainda o alcaide de Tui. “Mais do que manter, deveria ser pensado um investimento para reforçar a qualidade da linha”, reforçou.

A supressão do troço Valença-Vigo foi inicialmente anunciada pela CP para 10 de Julho de 2011. A empresa alegou um prejuízo mensal de quase 20 mil euros. No entanto, dias antes da entrada em vigor da medida, a CP e Renfe anunciaram um acordo, válido até 30 de Setembro, para que a empresa pública portuguesa continuasse com o serviço em território espanhol.

O aval a este acordo foi dado pelo governo de Espanha, que pretendia estudar alternativas, como a criação de um serviço próprio entre Tui e Vigo, que actualmente não existe.

O acordo foi entretanto prorrogado e desde Julho que o custo da ligação em território espanhol está a ser assegurado pela Renfe, apesar de realizada pela CP, mediante um pagamento que já soma os 225 mil euros.

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