Apesar da melhoria dos principais indicadores, a CP terminou o exercício de 2014 com um um resultado líquido negativo de 160 milhões de euros (menos 60 milhões que em 2013).

CP

No ano passado, a operadora ferroviária atingiu um resultado operacional positivo de 36,7 milhões de euros (-19,7 milhões de euros em 2013). Os rendimentos operacionais cresceram 2,8% para os 303,96 milhões de euros (os proveitos de tráfego avançaram 5,2% at+e ais 214,5 milhões), enquanto os gastos operacionais subiram 5,6% para os 289,2 milhões de euros.

Ainda assim, o EBITDA foi negativo em 14,8 milhões de euros mas melhorou 32,7% em termos homólogos.

No final do exercício, a dívida remunerada da CP ascendia a 4,1 mil milhões de euros. Mas apenas 14,6% era de dívida de curto prazo, resultado da transferência da dívida da banca para a a DGTF.

 

Longo curso é o melhor negócio

A unidade de negócios de Longo Curso foi, novo, a que registou a melhor performance na CP, considerando os proveitos de tráfego.

As receitas dos Alfa e Intercidades atingiram os 88,6 milhões de euros (mais 6,9% em termos homólogos). Os serviços suburbanos de Lisboa realizaram um volume de proveitos operacionais de 73,3 milhões de euros (mais 4,6%), os do Porto atingiram os 24,4 milhões de euros (mais 3%) e o Regional avançou 3,2% para os 28,2 milhões de euros.

Ao longo do ano transacto, a operadora fez um importante investimento no combate.

Nas taxas de ocupação, o Longo Curso volta a dominar, com uma taxa de 54,3%, mas aqui o Porto supera Lisboa, com uma taxa de utilização da capacidade de 27,1% contra 19,1%. No serviço Regional, a taxa de ocupação foi de 20,5%. Em termos de subidas e descidas, o Longo Curso e Lisboa subiram; o Porto e o Regional desceram.

 

CP Carga sem terminais mas com lucros

A transferência dos terminais da CP Carga para a Refer permitiu à operadora pública de transporte ferroviário de mercadorias fechar o ano com um resultado líquido positivo de 5,3 milhões de euros.

Um resultado excepcional, quer porque foi conseguido mercê de um acontecimento irrepetível, quer porque foi o primeiro lucro da história da empresa, agora em processo de privatização.

Também pela primeira vez, o resultado operacional foi positivo, e logo em 13,1 milhões de euros, em contraste com as perdas de 15,5 milhões de 213.

Em 2014, a CP Carga realizou um volume de negócios de 63,9 milhões de euros (mais 10%), consequência do transporte de 9,2 milhões de toneladas (mais 11,4%).

Também em fase de privatização, a Emef conseguiu, também ela, chegar aos lucros: 909 mil euros, melhor que as perdas de 3,4 milhões do exercício anterior.

O volume de negócios cresceu 8% para os 54,99 milhões de euros. O resultado operacional passou de 1,7 milhões de euros negativos para 2,2 milhões de euros positivos.

 

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