A CP repetiu em 2015 um EBITDA positivo, mesmo sem indemnizações compensatórias. Mas os resultados líquidos negativos dispararam, muito “à conta” da privatização da CP Carga, anunciou a empresa pública.

CP

Em 2015, os proveitos operacionais da operadora ferroviária subiram 6% em termos homólogos e atingiram os 220 milhões de euros. Um máximo histórico.

Ao mesmo tempo, os custos operacionais (289 milhões de euros em 2014) foram reduzidos em 7%, sobretudo com poupanças no consumo de energia e na infraestrutura.

Com isto, o EBITDA manteve-se positivo, nos 3,8 milhões de euros (14,8 milhões de euros em 2014), “não obstante a ausência, pela primeira vez, de atribuição de Indemnizações Compensatórias”, destaca a empresa, em comunicado.

Os resultados financeiros também melhoraram 95,8 milhões de euros, consequência da redução da dívida financeira da empresa em 15%, conseguida com o “apoio do Estado para o financiamento do serviço da dívida e dos investimentos e da descida generalizada das taxas de juro”.

Em contraste com a melhoria destes indicadores, o resultado líquido do exercício agravou-se para -278,4 milhões de euros, superando largamente os -160 milhões de euros de há um ano. A pesar nesse agravamento esteve, sobretudo, a “assunção contabilística do acordo de venda directa de referência da CP Carga (-85 milhões de euros), concretizada em Janeiro de 2016”, refere o comunicado. A que se somaram -18 milhões de euros de indemnizações compensatórias (ou falta delas) e 27 milhões de euros de responsabilidades com o pessoal relativas a anos anteriores “(no designado “processos dos variáveis”)”.

 

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