Em linha com o previsto no Plano Estratégico de Transportes, a CP anuncia para 1 de Janeiro próximo o fim de mais serviços de passageiros deficitários e de serviços rodoviários alternativos.

A Linha do Leste e a ligação Beja-Funcheira, na Linha do Alentejo, serão as próximas vítimas da falta de passageiros e do imperativo de redução dos custos da CP. A partir de 1 de Janeiro, os serviços de passageiros serão ali suprimidos.

Em comunicado, a operadora pública justifica a decisão com o desequilíbrio dos resultados de exploração: 1,78 milhões de euros de custos e 147 mil euros de receitas, no caso da Linha do Leste; 605 mil euros de custos e 16 mil de receitas no Beja-Funcheira.

Para tão baixa procura – 17 passageiros, em média, por comboio na Linha do Leste; quatro e na ligação Beja-Funcheira -, a CP defende que o melhor será recorrer a operadores rodoviários locais para garantir a mobilidade das populações.

Mas esses serviços alternativos não serão pagos, depreende-se, pela CP. Que também anuncia para o arranque do novo ano o fim dos serviços rodoviários alternativos nas linhas do Corgo e do Tâmega e no ramal da Figueira da Foz.

Tais serviços eram suportados pela CP, na sequência da decisão do anterior Governo de suspender os serviços para proceder à conservação/modernização das vias. Mas o novo Executivo optou, pura e simplesmente, por acabar com aquelas linhas, pelo que, entende a CP, não deve ser o operador ferroviário a assegurar as alternativas.

No caso da linha do Corgo, soube-se entretanto, a alternativa deverá ser assumida pela AV Tâmega, que assim voltará a operar a concessão que já detém.

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