A CP propôs às autarquias servidas pela Linha do Alentejo um novo modelo de exploração daquela ligação, com o qual prevê reduzir os custos em mais de 40%.

O novo modelo prevê que o serviço entre Lisboa e Évora passe a ser feito com uma automotora eléctrica, realizando paragens em Vendas Novas e Casa Branca. Já o troço entre Casa Branca e Beja, segundo a mesma proposta, será feito com recurso a uma automotora diesel.

A CP salienta que com o modelo proposto as populações do troço entre Casa Branca e Évora ficam “com a disponibilidade de cinco ligações diárias e por sentido para Lisboa e para Évora”, afirmando que “serão aumentadas de duas para cinco as ligações disponíveis para Lisboa, mas com um transbordo em Casa Branca”. O número de ligações entre Beja e Lisboa também aumentará de duas para cinco.

O tempo de viagem entre Lisboa e Beja aumentará das actuais 2h25 para 2h32, o que já inclui o tempo de transbordo em Casa Branca e as paragens adicionais em Cuba, Alvito, Vila Nova de Baronia e Alcáçovas, promete a operadora.

A CP diz que a proposta tem origem em motivações de “ordem ambiental, económica e de mobilidade”, afirmando que o modelo proposto permite “uma redução nos custos de exploração superior a 40%”.

A operadora garante que já teve “reuniões de trabalho com os autarcas das populações abrangidas pelo troço da Linha do Alentejo entre Casa Branca e Beja, no passado mês de Outubro e, mais recentemente, em Dezembro”.

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