Afinal, serão 28, no máximo, e não 35, como inicialmente previsto, os comboios que a CP deverá comprar para os serviços de longo curso e regional. O concurso deverá avançar este ano.

A novidade da redução da lista de compras da operadora ferroviária terá sido avançada pelo presidente da empresa numa reunião com representantes dos sindicatos, há já alguns dias, e é hoje noticiada pelo “Público”.

A proposta inicial, apresentada ainda pela administração de Manuel Queiró, apontava para a compra de 10 comboios para os serviços de longo curso e 25 para os serviços regionais, num investimento estimado de 350 milhões de euros.

O novo cenário, segundo Carlos Gomes Nogueira, passa pela aquisição de seis comboios para o longo curso e 22 para o regional. Mas até ao lançamento do concurso poderão ainda acontecer mais cortes.

A prioridade parece ser substituir o material circulante alugado à Renfe, e que custa cerca de cinco milhões de euros/ano. Ainda que as novas composições só possam chegar dentro de três anos, se o concurso avançar este ano. O material circulante espanhol, de qualidade discutível, circula nas linhas do Minho, Douro e Oeste e também não chega para as encomendas.

As novas composições para o servilço regional serão bimodais, isto é, com tracção eléctrica e diesel,  para poderem circular indistintamente em toda a rede.

Prejudicados ficam os planos da CP operar em Espanha, aquando da liberalização do mercado doméstico de transporte ferroviário de passageiros. A menos que sejam alugados comboios à concorrente espanhola.

Sem prazo à vista fica a modernização do material circulante da linha de Cascais, em sintonia, de resto, com a falta de investimento na melhoria daquela infra-estrutura.

 

 

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