Em três anos, o aeroporto de Lisboa cresceu cinco milhões de passageiros. Por este andar, em 2016 atingir-se-á a marca dos 22 milhões, que “obrigará” o Governo e a ANA/Vinci a entenderem-se sobre a melhor solução para a Portela, leia-se, a utilização da base do Montijo.

Base Aérea Montijo

Os responsáveis da ANA fazem amanhã, quinta-feira, o balanço do ano de 2015 nos aeroportos nacionais, numa cerimónia que contará com o ministro do Planeamento e Infraestruturas e os presidentes das câmaras de Lisboa e do Montijo. O momento será também aproveitado para detalhar publicamente o plano de investimentos de gestora aeroportuária para o aeroporto da capital.

O rápido crescimento da Portela torna mais urgente as negociações sobre o Portela+1, sublinha hoje o “Negócios”, lembrando que já o anterior Governo apostou, sem sucesso, em fechar o dossier antes do fim da legislatura.

O plano de expansão gizado pela ANA contempla, precisamente, a utilização da base militar do Montijo pela aviação civil, em complemento ao aumento da capacidade da Portela, nomeadamente com o fecho da pista secundária e, mais tarde, com a construção de um novo terminal.

Segundo o “Negócios”, a ANA pretende levar a Portela até aos 48 movimentos/hora, acrescentando-lhe um máximo de 24 movimentos/hora no Montijo.

Se tudo correr como previsto, a nova Portela +1 Montijo poderá afastar a necessidade de construir um novo aeroporto de raiz para servir a capital nos próximos 50 anos, ou seja, durante a concessão da Vinci.

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