A Boeing perdeu, em 2019, a liderança do mercado mundial de aviões para a Airbus. O construtor europeu recuperou, assim, o lugar que ocupou de 2012 a 2017.

A crise de segurança do Boeing 737 MAX (depois de dois acidentes graves) foi a chave da mudança, com a companhia norte-americana a fechar 2019 com apenas 54 aviões encomendados (descontados cancelamentos), uns expressivos 93% abaixo do ano anterior.

Em contrapartida, a Airbus registou no ano findo 768 aeronaves vendidas (também aqui descontados os cancelamentos), quase mais 3% do que em 2018. A companhia de Toulouse contabiliza 7 482 aviões em carteira de encomendas, o que equivale a cerca de uma década de produção.

Airbus também ganha nas entregas

A Boeing, que há duas semanas interrompeu por completo a produção do 737 MAX (e que desde os acidentes referidos suspendeu as entregas do aparelho), entregou 380 aeronaves em 2019, menos de metade das 863 do ano anterior.

A Airbus, por seu lado, entregou 863 aviões (mais 8% face a 2018) e atingiu 17 anos consecutivos de recorde de produção. Das aeronaves montadas, 642 correspondem ao A320. É a primeira vez desde 2011 que a Airbus vence esta batalha particular contra o seu rival.

 

 

 

 

 

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