A ESPO aconselha os portos a melhorarem a comunicação com a comunidade sobre os prós e os contras da indústria dos cruzeiros.

“Ser mais transparente sobre o valor acrescentado e as externalidades que os navios de cruzeiros produzem é essencial para os portos manterem a sua licença de operação”, refere, citada em comunicado, a secretária-geral da ESPO, Isabelle Ryckbost.

A dirigente da organização europeia de portos marítimos indica que “dada a pressão actual sobre o negócio de cruzeiros nos portos europeus, é importante que os órgãos de gestão portuários deixem as coisas claras”. Isabelle Ryckbost considera, além disso, que os portos europeus assumem responsabilidades comerciais e sociais mais amplas, pelo que todas as actividades realizadas, incluindo navios de cruzeiro, devem ser consideradas sob essa perspectiva.

A ESPO defende que a transição energética do sector de navegação, incluindo as companhias de cruzeiros, será a primeira e mais importante maneira de garantir o desenvolvimento sustentável do negócio na Europa. A este respeito, os portos europeus solicitam uma aplicação imediata dos objectivos da IMO para o transporte marítimo.

“Em primeiro lugar, é preciso tomar medidas para reduzir as emissões e definir as rotas a seguir em termos de combustíveis do futuro. Os combustíveis mais limpos para navios de cruzeiros devem ter resultados em termos de qualidade do ar e descarbonização”, destacam desde a ESPO.

A associação que congrega os portos europeus apela, também, aos decisores políticos do continente para discutirem com todas as partes interessadas a criação de uma zona de controlo de emissões da UE (SECA e NECA).

Por fim, a ESPO tem entre as prioridades a redução ou, mesmo, a eliminação por completo das emissões e o do ruído nos cais e nas zonas portuárias.

 

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