O comércio electrónico “é uma forte aposta” e “uma das alavancas de crescimento” dos CTT, segundo o presidente executivo da empresa, João Bento.

Numa resposta por escrito a questões colocadas pela “Lusa”, no âmbito do Dia Mundial dos Correios, que hoje se comemora, o líder dos CTT salientou que “o mundo do comércio electrónico continua a evoluir com muito dinamismo, nas suas várias vertentes” e “prova disso são os crescimentos verificados nos últimos anos e a expectativa de que esses crescimentos se mantenham para os próximos anos”.

Aliás, o comércio electrónico “é uma forte aposta dos CTT e uma das alavancas de crescimento da empresa, não apenas enquanto fornecedor de excelência de distribuição e logística, mas também enquanto player activo no sector”,
prosseguiu o gestor.

“Acreditamos que os CTT podem desempenhar um papel catalisador muito importante no mercado”, sublinhou, apontando o exemplo do Dott, marketplace de comércio electrónico resultante de uma parceria com a Sonae.

O Dott, que “tem a ambição de ser tornar o grande marketplace das empresas e dos clientes portugueses, um verdadeiro campeão nacional de e-commerce em Portugal”, é apenas “uma das muitas iniciativas” dos CTT.

“A entrega da última milha será sempre um dos principais desafios em termos de comércio electrónico. A inovação no sector, que permite resolver esses desafios, é uma externalidade positiva do seu crescimento e os grandes players mundiais serão sempre uma referência”, disse, quando questionado sobre o facto de grandes retalhistas como a Amazon estarem a apostar em sistemas de entregas inovadores.

“Acreditamos que a nível local temos toda a capacidade de fornecer aos consumidores portugueses e espanhóis as soluções mais convenientes”, rematou João Bento.

Para o gestor, a diversificação do sector é incontornável.

“Com o crescimento das encomendas e as queda do tráfego é inevitável que as empresas do sector postal e logístico se adaptem a esta nova realidade através do seu modelo de negócio”, disse, salientando que “todo o sector, não só a nível nacional, mas também internacional, tem acompanhado a alteração do correio físico tradicional, através da aposta em soluções digitais, de proximidade e conveniência, que vão ao encontro das necessidades dos clientes e do
comportamento do consumidor”, que é cada vez mais exigente, referiu.

“É neste contexto transformacional que os CTT têm vindo a adaptar a sua organização para suprir as novas necessidades da alteração do perfil de negócio, mas também têm vindo a alterar as suas operações, através de um plano de modernização e investimento, no quadro do qual estamos a investir 40 milhões de euros”, recordou o presidente executivo.

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