O porto de Mariel, a oeste de Havana, poderá assumir-se como um importante hub para o transhipment de cargas de/para o Extremo Oriente após o alargamento do canal do Panamá.

Quem o diz é o vice-presidente para o planeamento e marketing da Autoridade do Canal do Panamá, aludindo à construção do terminal de contentores em território cubano.

O projecto está a ser financiado em 300 milhões de dólares pelo governo brasileiro e os trabalhos estão a ser executados pelo também brasileiro Grupo Odebrecht. A primeira fase compreende a construção do cais e de uma plataforma logística de apoio à exploração petrolífera offshore.

A segunda fase do projecto inclui a construção de um terminal de contentores, que será operado pela PSA de Singapura, e que, na opinião de Rodolfo Sabonge, poderá fazer concorrência aos terminais de Kingston, Caucedo e Freeport na transferência de cargas provenientes do Extremo Oriente e destinadas à costa Leste da América do Norte e da América do Sul.

O porto cubano poderá ganhar maior relevância caso os EUA decidam levantar o embargo ao país de Fidel e Raul Castro. Como o realçou o vice-presidente da Autoridade do Canal do Panamá, o actual hub de Cólon, no extremo Norte do canal, fica demasiado longe dos portos norte-americanos do Golfo para servir-lhes de plataforna de transhipment. O que beneficia os portos das Caraíbas e, logo, o enclave cubano.

A construção do porto de Mariel só é possível porque o regime cubano aceitar alterar a legislação do país relativa ao investimento estrangeiro.

 

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