A Deustche Bahn (DB) prevê mais do que duplicar, até 2020, os volumes transportados nos serviços ferroviários entre a China e a Alemanha. O operador público alemão fechou 2016 com 40 mil contentores transportados na Rota da Seda, contra 35 mil no ano anterior.

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“Isto abre caminho para aumentar as unidades de contentores para 100 mil até 2020, triplicando, desse modo, o número de 2014”, refere, citado em comunicado, Ronald Pofalla, membro do conselho de administração da DB e ex-ministro de Angela Merkel.

Os comboios operados pela companhia alemã cobrem distâncias de 10 mil a 12 mil quilómetros, ligando várias cidades chinesas e germânicas através da Mongólia, Cazaquistão, Rússia, Bielorrússia e Polónia. Os tempos de trânsito variam entre 12 e 16 dias, o que é, segundo a DB, cerca de metade do necessário para efectuar o mesmo transporte por via marítima.

Vestuário, electrónica de consumo e componentes para automóveis são, de acordo com a DB, as cargas mais transportadas por ferrovia.

A evolução é positiva mas não chega ainda para falar numa alternativa ao transporte marítimo, que trata de volumes de outra dimensão (basta lembrar os 20 mil TEU de capacidade dos maiores porta-contentores que navegam entre a Ásia e o Norte da Europa.

 

 

 

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