Até que as companhias de contentores usem uma “linguagem comercial” comum, a transmissão electrónica de dados será perdida na tradução, alerta a DCSA.

Thomas Bagge, CEO da Associação do Transporte Marítimo Digital (DCSA, na sigla em inglês), falando num webinar do Fórum Económico Mundial, exemplificou as dificuldades lembrando que os seus nove membros (CMA CGM, Evergreen Marine, Hapag-Lloyd, HMM, Maersk, MSC, ONE, Yang Ming e ZIM) têm seis definições diferentes para o que é a chegada de uma embarcação a um porto.

“Isso é extremamente problemático. Imagine-se o mesmo problema a acontecer no sector aéreo. Se as companhias aéreas tivessem definições diferentes quando um avião levantasse ou aterrasse, isso seria o caos”, sublinhou o CEO.

Thomas Bagge lembrou que cada um dos membros da associação “ao longo dos anos, tentou e falhou individualmente e investiu e falhou individualmente novamente em termos de transformação digital. (…) Sem ter a base adequada, sentiram que não podiam ir além e essa é a razão pela qual fomos criados em Abril do ano passado “.

“Quando analisamos o que a tecnologia pode fazer por nós hoje, sentimos que estamos a ser abrandados por vários problemas. Primeiro, há muitas partes envolvidas no comércio internacional ”, incluindo carregadores, destinatários, transitários e despachantes aduaneiros. “Quando se trata de troca de informações, é claro que é problemático.”

Thomas Bagge disse que o grande número de documentos necessários, incluindo facturas, conhecimentos de embarque, cartas de crédito e certificados de inspecção, complica ainda mais o processo do transporte de mercadorias. A DCSA tem como objectivo que as transacções de transporte marítimo sejam tão fáceis como reservar um bilhete de avião.

As nove companhias integrantes da DCSA, fundada em Abril de 2019 para estabelecer padrões de digitalização, representam cerca de 70% do tráfego marítimo de contentores do mundo.

 

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