Afinal, os armadores gregos não pagam menos impostos que os seus colegas de países como a Alemanha. Pelo contrário, até pagarão mais. A conclusão é da consultora Deloitte.

Grécia - Porto do Pireu

De acordo com a Deloitte, os impostos sobre os navios na Grécia são muito maiores do que em qualquer outro país da União Europeia e dez vezes mais altos do que em Malta.

A consultora comparou os quadros tributários na Grécia vs. a Alemanha e na Grécia vs. outras potências navais europeias.

A Deloitte calculou que um armador grego tem de pagar um imposto anual de 68 328 euros por um navio graneleiro de 58 000 toneladas DWT, enquanto um navio idêntico detido por um armador alemão pagaria, na Alemanha, 23 850 euros.

A pesquisa da Deloitte vem na sequência de um relatório da corretora de navios Clarkson-Platou que mostra o crescimento do sector naval grego e o declínio do alemão desde o início da crise, em 2010.

O estudo de Clarkson-Platou indica que o período de crise nos mercados de transporte marítimo teve um impacto significativo em muitos bancos alemães. De então para cá, indica a corretora, os armadores gregos expandiram a frota em 89,3 milhões de toneladas de arqueação bruta. Ao mesmo tempo, os seus pares alemães reduziram a frota em 12%, para 86,4 milhões de toneladas de arqueação bruta.

O tratamento fiscal atribuído aos armadores gregos tem sido um dos pontos de conflito nas relações entre a Grécia e a “troika” a propósito da ajuda financeira ao país, com os credores, e em particular a Alemanha, a exigirem que o sector pague mais impostos.

Curiosamente, os armadores gregos decidiram há dias prolongar o pagamento voluntário de uma contribuição extraordinária para ajudar às contas do país.

 

 

 

 

 

 

 

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