Os deputados franceses não estarão dispostos a deixar cair o sistema de cobrança de ecotaxas rodoviárias montado pelo anterior Executivo. Ao contrário da nova ministra Segolène Royal.

A ideia proposta pela nova ministra de concentrar o pagamento das ecotaxas nos pesados de mercadorias de matrícula estrangeira, e de cobrar essas taxas através das portagens nas auto-estradas ou mediante a venda de uma vinheta nas fronteiras, não parece ser do agrado dos parlamentares franceses.

Pelo contrário, a comissão de deputados encarregue de propor uma solução para a ecotaxa propõe manter o sistema inicial, assente na rede de pórticos montada pela concessionária Ecoumov.

Os parlamentares sugerem, no entanto, algumas medidas tendentes a amenizar o impacte da ecotaxa junto dos transportadores e da opinião pública em geral. A mais importante das quais será isentar de pagamento os primeiros 400 quilómetros, de modo a poupar os transportadores (tendencialmente gauleses) que façam apenas pequenos percursos.

Além disso, os deputados propõem testar o sistema – sem cobrar as portagens – durante alguns meses.

A cobrança das ecotaxas rodoviárias em França deveria ter avançado no Outono do ano passado, depois de vários adiamentos, mas foi abandonada face aos protestos dos “boinas vermelhas”, sobretudo na região da Bretanha.

Entretanto mantém-se o impasse sobre o futuro da concessionária Ecoumov, que investiu milhões na montagem da rede de pórticos nas estradas abrangidas pelas portagens.

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