Este ano, já foram enviados para desmantelamento navios porta-contentores com uma capacidade total superior a 500 mil TEU, calcula a BIMCO (Baltic and International Maritime Council). Trata-se de um valor recorde.

navios-desmantelados

Os 500 mil TEU enviados para desmantelamento até Outubro ficam acima das expectativas iniciais da BIMCO e são já 4,2 vezes o volume do período homólogo do ano passado. São desmantelados cada vez mais navios e mais novos também. Neste domínio, o novo recorde é de um navio de apenas dez anos já enviado para abate.

Só entre Agosto a Outubro foi enviada para desmantelamento mais de 41% da capacidade desactivada ao longo do ano. “A actividade de desmantelamento ao longo dos últimos três meses surpreendeu a BIMCO pela positiva e excedeu a nossa previsão inicial, baseada na fraca actividade de desmantelamento em 2015. O avanço é um impulso na direcção certa, já que a actividade de desmantelamento é uma das medidas essenciais para reequilibrar o sector do transporte marítimo de contentores”, indica, citado no relatório, o analista-chefe da BIMCO, Peter Sand.

“É importante que o desmantelamento do excesso de capacidade aconteça o quanto antes, já que há uma enorme carteira de encomendas a pairar sobre o sector do transporte marítimo de contentores para o resto deste ano e até 2017/2018. A elevada actividade de desmantelamento está a suavizar o crescimento líquido da capacidade e ajudará a prevenir um outlook mais negro nos próximos anos, se for mantida”, acrescentou Peter Sand.

Panamax lideram

Os navios Panamax representam 47% dos 500 mil TEU mandados para desmantelamentos nos dez meses já cumpridos de 2016, com os navios intermédios e os “feeder” a representarem, respectivamente, 30% e 23%.

Este elevado nível de desmantelamento é contabilizado numa altura em que as companhias parecem ter refreado as novas encomendas de navios.

Segundo dados da BIMCO, as novas encomendas de porta-contentores, medidas em CGT, caíram 84% até Agosto, face ao período homólogo de 2015. Peter Sand refere que esta realidade significa que “o sector está a usar” as medidas de reequilíbrio disponíveis e que estas “estão a resultar”.

 

 

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