O Brasil anuncia para Março os leilões de mais seis concessões portuárias. A desvalorização do real deverá ajudar a atrair os investidores internacionais.

Brasil - Porto de Santos

O segundo leilão do programa governamental de concessões em portos brasileiros está marcado para 31 de Março, na Bolsa de São Paulo. A Secretaria de Portos conta arrecadar 1 766 milhões de reais (406,9 milhões de euros) com a operação.

Estarão em leilão seis concessões, todas no estado do Pará: duas no porto de Santarém, três no porto de Belém e uma no porto de Vila do Conde, esta transitada do primeiro leilão, porque na altura não recolheu interessados.

Em Março a situação poderá ser diferente. Pelas alterações introduzidas pelo governo nos processos de concessão, mas sobretudo por causa da desvalorização do  real, que embaratece os activos brasileiros. João Emílio Freire, director-executivo da Comissão Portus, que representa a maioria das associações portuárias e de carregadores do Brasil, citado pela “Port Finance International”, fala em “oportunidade muito boa” para os investidores internacionais.

“É certamente uma excelente altura para investir no Brasil, pois os nossos preços caíram um terço”, diz Freire.

O primeiro leilão de concessões portuárias aconteceu em Dezembro do ano passado, também na Bolsa de São Paulo, e angariou 2 066 milhões de reais (476 milhões de euros, ao câmbio actual). A operação não foi, porém, um sucesso completo. Apenas cinco empresas foram a concurso e, dos quatro terminais em leilão, só três – todos no porto de Santos – foram licitados. O terminal de Vila do Conde (no Pará) não teve ofertas.

 

 

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