A Deutsche Post terá de devolver ao Estado alemão entre 500 milhões de euros e mil milhões de euros, relativos a apoios recebidos desde 2003, decidiu a Comissão Europeia.

As autoridades da Concorrência de Bruxelas consideraram que as ajudas atribuídas por Berlim permitiram à Deutsche Post pagar menos contribuições para a Segurança Social que os seus concorrentes e, logo, obter uma vantagem competitiva.

Entre 1990 e 1995, diz a Comissão, o operador postal recebeu do Estado alemão um total de 5,6 mil milhões de euros como compensações pelas obrigações de serviço público. Esse montante não está em causa.

Outro é o caso dos apoios concedidos também pelo governo federal para ajudar a Deutsche Post a suportar os custos com as pensões dos seus trabalhadores. Desde 1995, essas ajudas ascenderam a 37 mil milhões de euros, segundo Bruxelas. A que acresceram as receitas provenientes do aumento do preço dos selos, implementado exclusivamente com desse propósito, acrescenta o Executivo comunitário.

A Comissão Europeia concluiu, assim, que com estas ajudas a Deutsche Post ficou numa posição de vantagem concorrencial face aos outros operadores, nomeadamente nos segmentos expresso e de pequenas encomendas.

A Deutsche Post e a DPWN são líderes do mercado europeu desde 1999, em consequência de uma agressiva política de aquisições que incluiu a DHL, a Danzas, a Nedlloyd e a Exel, entre outras.

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