A DFDS continua impedida de operar em Calais pelo bloqueio dos ex-trabalhadores da MyFerryLink. Segunda-feira haverá novas negociações.

MyFerryLink

A DFDS recusou a proposta de acesso limitado ao porto de Calais apresentada pelo sindicato de trabalhadores marítimos franceses, o Syndicat Maritime Nord (SMN).

O SMN anunciou na quarta-feira que autorizaria o acesso da DFDS a Calais a cada 12 horas, mas o seu secretário-geral, Eric Vercoutre, sublinhou tratar-se de uma “concessão” ao governo francês e não à empresa.

“Pensamos que é um primeiro sinal positivo. Contudo, é insuficiente, pois não podemos operar os navios com base nesses pressupostos. Não faz sentido operacional ou comercial”, afirmou, citado pelo “Lloyd’s Loading List.com”, um porta-voz da DFDS.

Os dois ferries com que a companhia dinamarquesa liga Dover ao porto francês estão parados desde 29 de Junho, devido à greve dos ex-trabalhadores da MyFerryLink.

Por maioria de razão, os dois navios que eram da MyFerryLink e que foram cedidos pela Eurotunnel à DFDS continuam sem operar.

“Estamos prontos para participar em negociações com a cooperativa de trabalhadores SCOP SeaFrance [controlada pelo SMN, e que operava os navios da MyFerryLink] – marcada provisoriamente para a próxima segunda-feira – mas o acesso total a Calais é uma condição prévia. Continuamos com esperança que o processo avance”, indicou o mesmo porta-voz da DFDS.

Numa tentativa de desbloquear o impasse, a DFDS poderá colocar em cima da mesa uma proposta de aumento do número de trabalhadores da ex-MyFerryLink a contratar para os seus dois novos ferries no Canal da Mancha. A primeira proposta era de absorver apenas 202, num total  de 508.

A P&O Ferries é, no momento, a única companhia de ferries a operar em Calais.

 

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