O Grupo Deutsche Post DHL enviou duas Equipas de Resposta a Desastres – DRT (Disaster Response Team) – para as cidades de Manta e Porto Viejo, no Equador. Desde que o país da América do Sul foi atingido por um sismo de magnitude 7.8, no passado dia 16, foram registadas mais de 30 réplicas, na zona oeste. O desastre provocou a morte a mais de 654 pessoas e deixou mais de 16 mil feridas. Milhares de pessoas ficaram sem casa, sem acesso a alimentos, água ou provisões médicas.

Após ter recebido um pedido de auxílio por parte do Governo do Equador, a primeira Equipa de Resposta a Desastres chegou, no dia 20, ao Aeroporto Internacional de Eloy Alfaro, em Manta, para começar a dar apoio logístico, pro bono. Na manhã de ontem foi enviada uma nova equipa, que chegou com o intuito de apoiar os primeiros voluntários, e que passou o dia a trabalhar em Porto Viejo, na província de Manabí. As equipas de voluntários da DHL têm coordenado a chegada de ajuda internacional, fazendo o processamento e carregamento da mercadoria, para posterior distribuição pelo ar e solo nas áreas afetadas pelo sismo.

O novo centro de DRT da DHL é ainda maior do que o implementado em Manta. Ao novo local já chegaram mais de 42 mil toneladas de ajuda humanitária local e internacional, doada principalmente pelo Governo Equatoriano e ONGs como o PAM – Programa Alimentar Mundial – a Cruz Vermelha e a Unicef. Entre os bens doados encontram-se alimentos, produtos de higiene e tendas de emergência.

Para o processamento e carregamento de mercadorias as equipas da DHL estão equipadas com 7 mil sacos plásticos, 82 rolos de estiramento, dois empilhadores, dois porta-paletes e paletes: 500 de fonte própria da DRT e 4 mil doadas pelo porto.

Porto Viejo está a ser utilizado exclusivamente para a ajuda humanitária. Os voluntários da DHL estão a trabalhar em parceria com 3.500 membros das forças armadas do Equador.

“Até ao momento a equipa tem contactado com várias organizações não-governamentais, como a USAID e a Equipa Internacional de Busca e Salvamento”, reportou Gilberto Castro, o responsável pela equipa de voluntários da DHL. O responsável indicou ainda que “a equipa está bem, com alimentação e água suficientes, assim como transporte e segurança pessoal”. O responsável da equipa afirmou também que têm bons acessos à rede de internet e telemóveis.

“Quando ocorre uma catástrofe natural é necessário dar uma resposta rápida para conseguir fornecer ajuda às pessoas afetadas. A gestão eficaz da ajuda que vai chegando, feita por profissionais, é essencial. É aqui que a nossa equipa de voluntários entra. Ao porem em prática a experiência que têm na área da logística, fornecem o suporte eficaz nos aeroportos, assegurando a gestão rápida e bem organizada de todos os tipos de ajuda que vai chegando – desde alimentos, água ou habitação de emergência”, esclareceu Gilberto Castro.

A equipa de voluntários faz parte do programa de gestão de desastres GoHelp, do Grupo Deutsche Post DHL, que opera em parceria com a Organização das Nações Unidas (ONU), desde 2015. No seguimento da parceria, o Grupo disponibiliza, pro bono, o conhecimento em logística, a rede global de transportes e as competências de mais de 400 voluntários, especialmente treinados, que podem chegar ao local afetado em 72 horas. Desde que a parceria foi celebrada, a equipa já completou mais de 30 missões – as mais recentes em Abril de 2015, após o severo sismo sentido no Nepal, e em Fevereiro deste ano, após a tempestade tropical que atingiu as ilhas Fiji. Além das missões, a iniciativa do Grupo “Get Aiports Read for Disaster” (GARD) – incluída no programa GoHelp, apoia aeroportos, situados em zona de risco, a preparem-se para um possível desastre natural.

Comments are closed.