Apesar da Covid-19, ou também por causa dela, a DHL Express Portugal prevê crescer 11% este ano em receitas no mercado nacional.

A estimativa foi avançada pelo director-geral da companhia, José António Reis, ao “Expresso”, e é sustentada no crescimento de 8% registado ainda no primeiro trimestre, e na subida de 45% que o grupo está a experimentar no segmento B2C, e que Portugal também acompanha.

Afinal, a pandemia e o confinamento a ela associado fizeram disparar as compras electrónicas de particulares e empresas, justificou. E a DHL manteve a sua operação, praticamente a 100%, durante todo o tempo, beneficiando do facto de ter uma frota própria de aviões.

Sobre investimentos no mercado nacional, José António Reis reafirmou a intenção da DHL investir 40 milhões de euros na sua nova plataforma no aeroporto de Lisboa, que permitirá quadruplicar a capacidade de processamento de encomendas. A aposta mantém-se, apesar do atraso de mais de um ano no arranque do projecto, velho de anos. Último escolho, ainda não transposto: os novos planos de acessibilidades da Câmara de Lisboa para a zona de implantação do terminal.

Outros dez milhões de euros serão aplicados na expansão da plataforma da DHL no aeroporto do Porto e na criação de três lojas próprias da marca, em Lisboa (onde já tem uma, no Areeiro), Porto e Braga.

Actualmente, a DHL Express cobre o território nacional com uma rede de 350 parceiros locais. O encaminhamento do tráfego internacional é feito, diariamente, a partir de Lisboa e do Porto, com um avião cargueiro próprio. Sendo que, a Norte, a oferta de capacidade é reforçada, três vezes por semana, com uma segunda escala.

 

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