Os transitários arriscam a extinção no horizonte de uma década se não se adaptarem à digitalização do negócio.

O aviso é de Nigel Fenwick, analista principal da Forrester Research, que participou num inquérito da Freightos (plataforma digital) aos 20 maiores transitários mundiais. E baseia-se, precisamente, nos fracos resultados obtidos junto dos “gigantes” do sector.

Dos inquiridos apenas um, a Kuehne + Nagel, disponibiliza online um formulário de pedido de cotação completo. E apenas três, a K+N, Agility e Geodis (esta já depois do fecho do inquérito), disponibilizam um sistema de cotações para cargas fraccionadas.

Entre os 20 maiores transitários, 15 oferecem têm um formulário de contacto online e nove permitem algum tipo de pedido de cotação. Mas há cinco que apenas disponibilizam um contacto de email.

Isto numa era em que o comércio electrónico ganha quota de mercado, representando já mais de 9% das vendas do retalho nos EUA, onde 64% das habitações têm uma subscrição do serviço Amazon Prime.

O relatório demonstra também que o atraso é mais evidente no sector do transporte marítimo. No transporte aéreo, três dos 20+ já disponibilizam cotações para serviços door-to-door e mais dois devem fazê-lo em breve.

Olhando para o que (ainda não) fazem os maiores transitários, NIgel Fenwick deixa o aviso: “A vossa empresa provavelmente enfrentará a extinção nos próximos dez anos, e ainda que possam percebê-lo poderão não ter já tempo para salvá-la”.

 

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