O embaixador da Dinamarca visitou ontem o local do futuro terminal de contentores doo Barreiro, acompanhado de responsáveis do grupo Maersk. No final, o diplomata disse esperar que o projecto seja irreversível… e que ganhe uma empresa dinamarquesa.

Ao contrário do embaixador, os responsáveis da Maersk presentes não se pronunciaram publicamente sobre o projecto. Ao invés, o presidente da Câmara do Barreiro disse ter ficado “com o sentimento de que a Maersk está muito interessada e empenhada nesta soluçã”.

“Se o Governo vier a abrir concurso, a Maersk será um dos concorrentes”, reforçou o autarca.

Desde a primeira hora que a Maersk Line é apontada como uma candidata natural ao futuro terminal de contentores do Barreiro. Apesar de actualmente integrar com a MSC a aliança 2M, que opera no Terminal XXI de Sines.

Além da Maersk terão já manifestado interesse o Grupo CMA CGM, os chineses da Fosun, a ICTSI e o Grupo ETE.

A solução do Barreiro tem a seu favor as acessibilidades terrestres e a disponibilidade de terrenos para a instalação de actividades logísticas e industriais, e contra si a questão das acessibilidades marítimas, que poderão implicar custos significativos ou limitar a operação dos navios de maiores dimensões.

O investimento previsto no terminal é de 600 milhões de euros. Este será um dos projectos que Portugal deverá levar a Bruxelas na primeira chamada do CEF.

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