A Dinamarca pondera deixar de cobrar a taxa pela inscrição de navios em segunda mão no seu registo internacional. O sector naval dinamarquês aplaude a intenção.

Registo de navios

No presente, quando um navio em segunda mão é inscrito no Registo Dinamarquês Internacional de Navios, é cobrada uma taxa única de 1/1000 do valor do navio, bem como uma taxa de registo de uma hipoteca, também de um milésimo do valor do depósito. Estes valores são, segundo o sector, muito superiores aos cobrados por vários registos internacionais concorrentes.

A Associação dos Armadores Dinamarqueses acolhe com agrado a possibilidade de mudança. “Sabemos, a partir de conversações com companhias de navegação dinamarquesas e estrangeiras, que a taxa de inscrição é um obstáculo quando desejam registar-se sob bandeira dinamarquesa. Por isso, estou satisfeita pela remoção da taxa, uma vez que isso tornará a Dinamarca um mercado mais atractivo. É um bom dia para o cluster marítimo dinamarquês e envia um forte sinal de que a Dinamarca será uma força marítima global”, indica a CEO da entidade, Anne H. Steffensen.

Jan Rindho, CEO da Norden, salienta o ganho de competitividade que a medida representará. “Hoje, pode ser três a quatro vezes mais caro registar um navio na Dinamarca do que, por exemplo, em Singapura. Quanto melhores as condições oferecidas pela Dinamarca, maior a probabilidade de que mais navios possam ter bandeira dinamarquesa. Vejo isso como um assunto importante para todo o sector do transporte marítimo”, salienta Rindho.

O registo dinamarquês, recorde-se, foi o eleito pelo estudo de benchmarking promovido pelo Governo português para modernizar a legislação nacional do registo convencional.

 

 

 

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