Os detalhes de uma nova estratégia de crescimento da frota da Dinamarca foram revelados esta semana. O país pretende alcançar um incremento de 10% na frota até 2021.

Com essa subida, a sexta maior nação do mundo em termos de navegação pretende aumentar os empregos qualificados de marítimos em terra, dos actuais 6 200 para 7 000, de acordo com a CEO da associação Danish Shipping, Anne Steffensen.

Este plano de crescimento marítimo da Dinamarca, anunciado em Janeiro último, segue-se a duas iniciativas semelhantes anteriores, lançadas em 2006 e 2012, bem como à introdução do registo internacional dinamarquês em 1988 e do imposto “tonnage tax” em 2002.

O plano de 2018 envolve incentivos financeiros, incluindo a abolição da taxa do registo dinamarquês – com base no valor da hipoteca dos navios –, o aumento do salário líquido dos trabalhadores marítimos, melhorias no ensino marítimo e a eliminação de certos requisitos técnicos especiais para os navios poderem ter bandeira dinamarquesa.

Descrevendo o país como uma “pequena superpotência marítima”, Anne Steffensen indicou que o transporte “está no ADN” dos dinamarqueses. Com forte apoio político, o transporte marítimo é, de acordo com a CEO da Danish Shipping, a maior fonte de exportações da Dinamarca, que é o 13.º país do mundo em termos de estados de bandeira, incluindo porta-contentores, petroleiros, graneleiros e unidades offshore e especializadas.

Recorde-se que o Governo português tem em curso a mudança do regime fiscal para os armadores da marinha de comércio com a criação da “tonnage tax”, inspirado no regime dinamarquês.

 

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