A entrada em Bolsa da Hapag-Lloyd, que chegou a estar anunciada para este ano, não deverá, afinal, realizar-se nem em 2012, por força dos desentendimentos entre os accionistas.

Em declarações ao “FT”, o CEO da Kuehne Holding, que integra o consórcio Albert Ballin, disse que a IPO (Oferta Pública Inicial) só poderá realizar-se depois de ficar definida a estrutura accionista final da Hapag-Lloyd. Pelo que, acrescentou, o mais provável é que a saída da Tui do capital social do armador alemão se faça mediante um negócio particular, ficando a IPO reservada para um aumento de capital posterior.

A IPO anunciada não avançou porque os membros do consórcio não terão chegado a acordo sobre a posição que a Albert Ballin deveria deter no capital da Hapag-Lloyd, e sobre a participação de cada um no capital do consórcio.

A partir daqui, disse o CEO da Kuehne Holding, o mais provável é que a entrada em Bolsa não aconteça nos próximos 12 ou 15 meses, disse.

O consórcio Albert Ballin detém 62% do capital da Hapag-Lloyd. Os restantes 38% mantêm-se na posse do grupo turístico Tui, que continua interessado em vender. A dispersão em Bolsa da posição (ou de parte dela) era uma hipótese. A venda a um outro investidor é outra alternativa.

O grupo Tui mantém ainda a opção de vender a sua posição ao consórcio Albert Ballin a partir de Janeiro do próximo ano.

O CEO da Kuehne Holding acrescentou ao “FT” que se goraram as negociações com investidores de Omã e da R.P. China para tomarem a posição do grupo Tui. Mas acrescentou que continua a procura de novos parceiros, nomeadamente entre várias companhias dos EUA.

No primeiro semestre do ano a Hapag-Lloyd registou lucros antes de impostos de 42,1 milhões de euros, que comparam com os 218,1 milhões de euros apurados no período homólogo de 2010.

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