O amoníaco será o combustível marítimo do futuro, defende a DNV GL. Antes, o GNL será a melhor opção para reduzir as emissões de carbono.

Amoníaco sucederá ao GNL como combustível marítimo

De acordo com a DNV GL, o gás natural liquefeito (GNL) desempenhará um papel fundamental como tecnologia de transição para levar o sector do transporte marítimo a ultrapassar as metas de emissões para 2030, que apontam para uma melhoria de 40% na eficiência de carbono.

A DNV GL sustenta, porém, que será o amoníaco o combustível marítimo do futuro, e que será com ele que o sector atingirá os seus objectivos para as alterações climáticas.

Se o GNL, já disponível no mercado, terá um papel preponderante na próxima década, a mudança para novos combustíveis acelerará a partis de 2035, com o amoníaco a ficar disponível a partir de 2037.

A partir daí, em menos de dez anos o amoníaco atingirá uma quota de mercado de 50% entre as novas construções, e cerca de 2045 deverá ter crescido para mais de 90% do mercado, estima a DNV GL.

Descarbonização sem rumo

No imediato, o sector de transporte marítimo está a atrasar-se no objectivo de reduzir, até 2050, as emissões de carbono em 50% face aos níveis de 2008, a meta definida pela IMO no ano passado.

O alerta consta do relatório Energy Transition Outlook 2019, apresentado recentemente em Londres pela DNV GL.

A análise deste ano avança que, com cerca de 80% das emissões de carbono provenientes dos navios deepsea, é necessário enfrentar o desafio de reduzir substancialmente tais emissões.

A descarbonização do transporte marítimo está “sem rumo” e é preciso haver mais esforços no transporte deepsea, salientou, em Londres, Øyvind Endresen, consultor ambiental da organização.

O especialista considera que os novos navios devem ser “flexíveis em termos de combustível”, com o objectivo de serem “à prova do futuro”, quer no que se refere a eventuais novas regulamentações, quer no relativo aos desafios das flutuações de preços dos combustíveis.

Endresen defendeu ainda a utilização do transporte costeiro e do short sea shipping como laboratórios para testar novas tecnologias e combustíveis.

 

 

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