A via navegável do Douro já pode ser utilizada por navios de  2100 toneladas, assim favorecendo o transporte fluvial dos granitos extraídos na região até aos mercados de destino de exportação no Norte da Europa.

Douro navegável

 

Até aqui, só podiam passar a barragem de Crestuma, em trânsito de e para os portos fluviais de Sardoura e da Várzea do Douro, navios de 1700 toneladas de capacidade máxima.

Desde  o passado sábado, e em resultado de trabalhos promovidos pela APDL, já podem demandar a eclusa de Crestuma navios com 3,9 metros de calado.

O transporte de granito com origem nas pedreiras de Pedras Salgadas e outras é o principal, para não dizer o único, aproveitamento da via navegável do Douro para o transporte de mercadorias. A bordo de navios fluvio-marítimos, as cargas são transportadas directamente dos portos fluviais até ao Norte da Europa e Escandinávia.

A alternativa, que permanece maioritária em termos de volume, passa pelo transporte do granito, em camião, até ao porto de Leixões para posterior expedição.

“Esta era uma pretensão antiga dos operadores de granito e, depois de solucionadas as questões técnicas, a APDL, num trabalho conjunto entre os centros de operações do Douro e de Leixões, realizou os trabalhos necessários para transformar esse anseio numa realidade. Este aumento da capacidade é vantajoso para as empresas, porque baixam o custo do transporte, tornando-se mais competitivas, mas também para o meio ambiente, porque o transporte fluvial é muito menos poluente do que o transporte por rodovia”, refere Raquel Maia, administradora da APDL para a Via Navegável do Douro, citada num comunicado emitido a propósito.

A APDL, que herdou do IMT a gestão da via navegável do Douro, tem em curso um projecto de investimento de 75 milhões de euros para tornar o rio navegável 24/24 horas ate 2020. O projecto foi aprovado para co-financiamento nas duas primeiras chamadas do CEF.

 

 

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