A Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) está a ultimar uma terceira candidatura do projecto de navegabilidade do Douro ao Mecanismo Interligar a Europa (CEF, na sigla em inglês), na chamada que fecha no próximo dia 7, terça-feira.

Douro navegável

Nas duas chamadas anteriores, o projecto Douro’s Inland Waterway garantiu co-financiamentos no montante global de 13,2 milhões de euros. Agora, os investimentos em causa são de maior monta: o alargamento e aprofundamento do canal e a reabilitação das eclusas.

Para dar a conhecer o trabalho já realizado e apresentar o que ainda falta fazer, a ministra do Mar e administradores da APDL reuniram-se em Bruxelas com responsáveis da INEA (a agência que gere os processos do CEF), da DGMOVE, do Corredor Atlântico e deputados da Comissão de Transportes do Parlamento Europeu.

“Esta 3.ª fase permite a execução das obras mais importantes do projecto, aquelas que poderão, de facto, incrementar e dar impulso a navegação fluvial, nomeadamente como meio de transporte de mercadorias e de ligação a Leixões”, referiu a administradora da APDL Raquel  Maia, com responsabilidade directa sobre a Via Navegável do Douro.

Com o Douro’s Inland Waterway pretende-se criar uma auto-estrada fluvial, aberta 24/24 horas, com fundos de -4,2 metros em toda a extensão do canal navegável. Actualmente estão garantidos fundos de -3,9 metros (que permitem a navegação de navios de 2100 toneladas) desde a foz até aos portos de Sardoura e Várzea do Douro. E desde Setembro, decorrem dragagens na foz do Tua. numa parceria entre a APDL e a EDP.

Entre as dragagens em falta destaca-se o troço entre Cotas e Valeira. E haverá que modernizar as eclusas das barragens, desde logo para tornar mais célere o seu funcionamento na passagem dos navios.

Na reunião de Bruxelas, a ministra do Mar sublinhou que  o Douro é a única via fluvial portuguesa incluída na Rede Transeuropeia de Transportes e que é estratégica por ser o alimentador do Corredor Atlântico, na medida em que promove a conectividade entre o Atlântico e a região interior Norte e Centro do país, e potencialmente a ligação à região de Castela e Leão, em Espanha, para além de promover o desenvolvimento turístico sustentável.

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