No último ano sob gestão do IMT (a passagem para a APDL só aguarda a publicação em Diário da República), a via navegável do Douro registou um recorde de turistas e uma quebra acentuada nas cargas.

Primeiro as boas notícias. Em 2014, foram cerca de 600 mil os passageiros que navegaram no Douro, de acordo com os dados cedidos à “Lusa” pela delegação do Douro do IMT. Em 2013 foram cerca de 550 mil.

Entre eles, avultaram os 55 mil passageiros dos navios-hotel. Um crescimento homólogo de 30%, resultado da maior taxa de ocupação e do início da operação de mais duas embarcações. São agora 13.

Os norte-americanos foram os passageiros mais frequentes (29% do total), seguindo-se os franceses (19%) e os britânicos (13%).

Ainda na vertente turística, o IMTT contabilizou 400 mil passageiros nos cruzeiros na mesma albufeira (tipicamente, os cruzeiros das pontes entre o Porto e V.N. Gaia) e 160 mil nos cruzeiros de um dia (aqui a maioria são portugueses).

Em 2014, começaram a cruzar as águas do Douro mais embarcações marítimo-turísticas, passando de um total de 86 em 2013 para as 92 em 2014 (com lotação para 6 666 passageiros). Verificou-se também um ligeiro aumento a nível das empresas que operam na via navegável, estando actualmente registadas 36, mais uma do que no ano anterior.

Pior foi o desempenho do transporte fluvial de mercadorias. A movimentação de cargas, entenda-se granito, nos portos de Sardoura e Várzea do Douro recuou mais de 50%, tendo passado de mais de 50 mil toneladas para apenas 20 mil.

A Via Navegável do Douro foi inaugurada em toda a sua extensão em 1990. São 210 quilómetros desde Barca d’Alva até ao Porto.

A gestão da via tem estado cometido ao IMT mas passará para a APDL assim seja publicado em Diário da República o correspondente texto legal.

 

O Douro navegável integra a Rede Transeurpeia de Transportes. O PETI 3+ contempla investimentos na melhoria do canal de navegação e nos sistemas de eclusas.

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